segunda-feira, 27 de junho de 2011





PENSAMENTO DE CHINASKI, PERSONAGEM PROTAGONISTA DO FILME FACTOTUM, BASEADO EM UMA NOVELA DE CHARLES BUKOVSKI


Se vai tentar,

Vá até o fim.


Isso pode significar perder namoradas,

esposas, família, trabalho.


E talvez a cabeça.


Pode significar ficar sem comer

por três dias.


Pode significar congelar

em um banco de parque.


Pode significar cadeia.


Pode significar zombaria,

isolamento.


O isolamento é o presente. O resto

é um testede resistência.


Do quanto realmente quer fazer.

E fará, apesar da rejeição.


E será melhor que qualquer

coisa que possa imaginar.


Se for tentar,

vá até o fim.


Não há outro sentimento como esse.

Ficará sozinho com os deuses.


E as noites queimarão como fogo.


Você guiará a vida direto

ao riso perfeito.


É a única luta boa que existe.



Esse filme foi um baita soco no ego... excelente!

Deixou-me muito intrigado com meus fantásmas, minhas angústias. Pensar na vida, e o que ela nos oferece, muita das vezes nos assusta a continuar por esses rumos tortuosos.

O aspecto fundamental que me encontrei nesta ficção, é que muita das vezes somos atores de uma vida real, porém, tentamos nos esconder em nossos personagens. (Calma minha gente, não estou bêbado, apenas questionando meus devaneios)

Diante de tantos tombos vividos, alguns repetidos, fazem-me questionar alguns ditos populares que muitos tentam proferir como verdadeiros ou, universais... em que em suas desventuras possibilita você aprender coisas novas e a superá-las, a se fortalecer.

Seria bom se esta fórmula tivesse uma validade universal... teria consguido este aprendizado que dentre as desilusões da vida, cada dia que se passa me sinto cada vez mais diminuido, insólito, incompreendido...

Tentar o que? Começas de onde? Quais são as bases da Felicidade?

Um questionamento que sempre quis compreender e ir em sua busca... hoje percebo que ela, se existir, está dentro de nós... nunca buscar no outro(a)... mas isto é um exercício difícil, muitas vezes impossível de se alcançar, principalmente quando vemos no(a) outro(a) um conforto sublime, algo que você involuntariamente faz pensar em coisas como um dia de chuva na praia, estar a contemplar as estrelas à relva da madrugada, coisas tão simples e naturais perdidas neste mundo corroído pelos falsos prazeres...

É um estado egoísta que vivemos neste mundo cada vez mais individualista que nos impulsuiona para este exercício, o isolamento.

Talvez encontremos outro sentido para isso em outra sociedade. Talvez eu não me tenha encontrado nesta sociedade, neste mundo... mas tentarei prosseguir...

Mas pra que esperar outra sociedae?

Vençamos nossos fantasmas, expurguemos nossos demônios... a vida pode não ser bela, mas se estamos nela, o que resta fazer, se não, buscar a cada sentido, sensações, algo que nos faça de uma peça de um conjunto de um imenso quebra-cabeças que é essa a humanidade!

Vou à busca dessa Felicidade que as circunstâncias da vida tentam negar a mim... e mesmo que no fim da vida, não venha a desfrutá-la, ao menos nas efêmeras alegrias em que a vida me ofereceu em aventuras e desventuras, estarei a olhar para o passado e falar para mim mesmo: ao menos tentei!


(Escrito ao som dos Rolling Stones, álbum "Flowers" - 1967 às 23:00h de 26\06\2011)

Nenhum comentário:

Postar um comentário